CBO 2251-33 - Médico psiquiatra - Descrição do cargo, funções, competências e atividades exercidas pelos médicos clínicos
O profissional no cargo de Médico psiquiatra CBO 2251-33 realiza diagnóstico e tratamento clínico de transtornos mentais, emocionais e comportamentais - como depressão, esquizofrenia, narcolepsia, bulimia, entre outros - atendendo pacientes em consultórios, clínicas e hospitais Ajuda na reabilitação social de pacientes.
Atua em saúde pública, atendendo nas unidades e nos serviços da Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS) Registra os procedimentos executados Trabalha em equipe multidisciplinar.
Difunde informações sobre prevenção de doenças psiquiátricas Supervisiona equipes Mantém-se atualizado em sua área de atuação.
Efetua pesquisas na área de psiquiatria Elabora documentos médicos Atua com base em princípios de ética profissional.
Cumpre procedimentos, normas técnicas, normas higiênico-sanitárias e normas regulamentadoras de saúde e segurança no trabalho, de biossegurança e de preservação ambiental
CBO 2251-33 é o Código Brasileiro da Ocupação de médicos clínicos que pertence ao grupo dos profissionais das ciências biológicas, da saúde, segundo o Secretaria da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.
Confira funções, descrição do cargo de Médico psiquiatra, atividades principais, atribuições, mercado de trabalho, dados salariais oficiais atualizados para a função, bem como o salário pago para os Médicos clínicos CBO 2251-33 em todo Brasil.
Divisões de categorias profissionais do CBO 2251-33
- Profissionais das ciências e das artes.
- Médicos clínicos.
- Profissionais das ciências biológicas, da saúde.
O que faz um Médico psiquiatra
O Médico psiquiatra CBO 2251-33 planeja o atendimento de pacientes para diagnóstico e tratamento clínico de transtornos mentais, emocionais e comportamentais Orienta a preparação do ambiente para receber pacientes de todas as faixas etárias.
Pode dirigir-se a acompanhante durante consulta, em caso de paciente não ter idade ou condições de responder ou interagir.
Realiza o acolhimento de paciente - que deve sentir-se à vontade para expor seus problemas - e, se for o caso, de acompanhante Observa expressão facial de paciente, seus movimentos e maneira de se apresentar.
Faz anamnese, começando pela identificação de paciente Em seguida, dá tempo para paciente expor o motivo da busca por ajuda profissional ou de ser trazido para consulta.
Coleta informações sobre a história da moléstia atual, conhecendo como começou e evoluiu.
Verifica história médica e psiquiátrica antecedente, levantando doenças, cirurgias e internações hospitalares Pede a paciente para falar sobre sua vida pessoal (infância, adolescência e idade adulta), em especial interesses, relacionamento com familiares e colegas, assuntos relacionados à sexualidade, e sentimentos de isolamento.
Questiona sobre a ocorrência de uso abusivo de medicamentos, drogas e álcool.
Colhe informações sobre história familiar, principalmente sobre pais e irmãos e sobre o ambiente familiar Levanta as atitudes e os padrões habituais de comportamento - como estado de humor, capacidade de expressar os sentimentos, entre outros - de paciente Se necessário, faz entrevistas adicionais - com parentes e colegas de paciente - e consultas a outras fontes de informação.
Realiza exame físico, para verificar se sintomas podem estar associados a condições orgânicas Efetua exame psiquiátrico, analisando linguagem e pensamento, sensopercepção, afetividade e humor, atenção e concentração, memória, orientação, consciência, capacidade intelectual, e juízo crítico da realidade Solicita exames laboratoriais (como exame de sangue) e de imagens (videoeletroencefalograma, ressonância magnética, entre outros).
Interpreta os resultados dos exames Pode fazer interconsulta, para discutir diagnóstico e plano de tratamento.
Faz diagnóstico – identificando transtorno de humor (como transtorno afetivo bipolar), psicótico (como esquizofrenia), ansioso (como agorafobia), de alimentação (como bulimia), de personalidade (como transtorno obsessivo compulsivo), de sono (como narcolepsia), ou outro - e prognóstico da doença psiquiátrica Conversa com paciente e/ou responsável sobre a doença, suas implicações e o tratamento Executa o tratamento, conforme tipo de doença diagnosticada.
Pode utilizar terapias e prescrever medicamentos Pode encaminhar paciente para cirurgia Acompanha a evolução do plano terapêutico e ajuda na reabilitação social de paciente.
Atua em hospitais, avaliando pacientes para estabelecer diagnóstico, planejar e implementar tratamento, e monitorar estado de saúde Trabalha em equipe multidisciplinar - com profissionais de terapia ocupacional, fonoaudiologia, nutrição e de outras especialidades -, para prestar cuidados a paciente Registra procedimentos executados conforme normas preestabelecidas.
Emite laudos, relatórios e outros documentos médicos Atua em saúde pública, atendendo pessoas com transtornos mentais, emocionais e comportamentais (inclusive decorrentes do uso de drogas) em unidades e serviços – como Centros de Atenção Psicossocial, Serviços Residenciais Terapêuticos, Equipes Multiprofissionais de Atenção Especializada em Saúde Mental, entre outros - da Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS) Supervisiona equipe, avaliando desempenho e promovendo treinamentos Mantém-se atualizado em sua área de atuação, analisando novas técnicas de diagnóstico e tratamento Difunde informações sobre prevenção de doenças psiquiátricas.
Efetua pesquisas na área de psiquiatria, tais como estudos de alcoolismo e farmacodependências, neurociências e psicofisiologia, e epidemiologia psiquiátrica.
Funções do cargo
O funcionário CBO 2251-33 deve realizar consulta e atendimento médico, difundir conhecimentos médicos, tratar pacientes e clientes, implementar ações de promoção da saúde, coordenar programas e serviços em saúde, efetuar perícias, auditorias e sindicâncias médicas, demonstrar competências pessoais, elaborar documentos médicos.
Condições de trabalho dessas profissões
Médicos clínicos os cargos dessa família CBO exercem suas funções em setores cujas atividades referem-se a saúde e serviços sociais, ensino, pesquisa e desenvolvimento. De modo geral atuam por conta própria, na condição de autônomos, sem supervisão permanente. Organizam- se individualmente e em equipe de trabalho, desenvolvendo as atividades em ambientes fechados, em horários de trabalho irregulares. Exceção feita profissionais que atuam no Programa de Estratégia de Saúde da Família, onde exercem suas funções como empregados, com supervisão ocasional e cumprem carga horária semanal prevista em Portaria específica. Podem trabalhar em posições desconfortáveis durante longos períodos e, devido à natureza e nível de responsabilidade próprio da função, podem estar sujeitos a estresse constante. Em algumas ocupações os profissionais podem estar sujeitos a ação de materiais tóxicos, químicos, radioativos e biológicos.
Exigências do mercado de trabalho para o CBO 2251-33
Essas ocupações são exercidas por profissionais com formação superior em Medicina, credenciados pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). O exercício pleno das funções se dá após o período de um a dois anos de experiência profissional e de três a quatro anos para o médico antroposófico. Para o exercício da função no Programa de Estratégia de Saúde da Família não é necessário experiência anterior.
Atividades exercidas por um Médico psiquiatra CBO 2251-33
Um Médico psiquiatra (ou sinônimo) deve realizar visitas domiciliares, elaborar relatórios, redigir trabalhos científicos, desenvolver pesquisas em medicina, demonstrar capacidade de acolhimento, indicar tratamento, planejar tratamento de clientes e pacientes, assistir parto, organizar cursos de educação continuada, elaborar procedimentos operacionais padrão, vistoriar ambientes de trabalho, vistoriar equipamentos e instalações, avaliar atos médicos, estabelecer prognóstico, selecionar equipe de trabalho, prescrever imunização, demonstrar capacidade de liderança, realizar atendimento em consultório, prescrever medidas higiênico-dietéticas, demonstrar capacidade de adequar linguagem, emitir pareceres, supervisionar propedêutica instrumental, realizar visitas hospitalares, emitir receitas, arquivar documentos, participar de diretorias de associações, entidades de classe e conselhos de saúde, supervisionar equipe de saúde, formular quesitos periciais, monitorar estado de saúde de pacientes hospitalizados, executar tratamento com agentes químicos, solicitar interconsultas, supervisionar atos médicos, divulgar informações em mídia, prestar depoimentos, promover atividades educativas, executar transplantes de órgãos e tecidos, emitir atestados, demonstrar altruísmo, preparar projetos de pesquisa, praticar psicoterapia, promover ações de controle de vetores e zoonoses, organizar encontros científicos, preencher formulários de notificação compulsória, preparar material didático, colher depoimentos, discutir diagnóstico, prognóstico e tratamento com pacientes, clientes, responsáveis e familiares, estabelecer plano de ações em saúde, implementar medidas de segurança e proteção do trabalhador, implantar órteses e próteses, reabilitar pacientes e clientes - condições biopsicossociais, demonstrar capacidade de tomar decisões, demonstrar rapidez de percepção, promover campanhas de saúde, rastrear doenças prevalentes, ministrar tratamentos preventivos, participar de encontros, congressos e demais eventos científicos, retirar órgãos e tecidos, emitir declarações, demonstrar imparcialidade de julgamento, emitir laudos, executar terapêutica genética, praticar intervenções clínicas, receitar drogas, medicamentos , fitoterápicos e antroposóficos, elaborar protocolos de condutas médicas, praticar procedimentos intervencionais, demonstrar capacidade de trabalhar em equipe, realizar exames complementares, prestar consultorias e assessorias, examinar documentos médicos, despachar expediente, demonstrar capacidade de interpretar linguagem verbal e não-verbal, levantar hipóteses diagnósticas, demonstrar capacidade de atenção seletiva, auxiliar normatização de atividades médicas, montar escala de serviços, demonstrar capacidade de preservar sigilo médico, demonstrar empatia, cultivar órgãos e tecidos, realizar atendimentos de urgência e emergência, demonstrar ações médicas, gerenciar recursos financeiros, indicar necessidade de internação, elaborar documentos de imagem, realizar exame físico, demonstrar capacidade de efetuar atendimento humanizado, interpretar dados de exame clínico e exames complementares, ministrar aulas, constituir comissões médico-hospitalares, solicitar exames complementares, desenvolver procedimentos, desenvolver equipamentos, responder quesitos periciais, avaliar conhecimento de especialistas, fiscalizar treinamento médico, executar tratamento com agentes físicos, elaborar material informativo e normativo, administrar situações de urgência e emergência, guardar órgaõs e tecidos, demonstrar capacidade de saber ouvir, implementar medidas de saúde ambiental, prescrever tratamento, especificar insumos, acompanhar plano terapêutico do usuário, selecionar pacientes em situações específicas, demonstrar tolerância, efetuar necropsias, realizar diagnóstico de saúde da comunidade, executar tratamento com agentes biológicos, distribuir tarefas, descrever ações médicas, diagnosticar estado de saúde de pacientes e clientes, encaminhar usuários a outros profissionais, realizar propedêutica instrumental, elaborar prontuários, demonstrar capacidade de lidar com situações adversas, realizar anamnese, implementar medidas de biossegurança.