CBO 2251-51 - Médico anestesiologista - Descrição do cargo, funções, competências e atividades exercidas pelos médicos clínicos
O profissional no cargo de Médico anestesiologista CBO 2251-51 atua para proporcionar aos pacientes um estado de ausência de dor e de relaxamento durante cirurgias ou exames (diagnósticos e terapêuticos), realizando processos de avaliação de pacientes, escolha da técnica anestésica adequada, administração da anestesia, vigilância e manutenção dos sinais vitais (respiração, circulação e outros) durante procedimentos, e recuperação dos efeitos da anestesia Pode atender pacientes que sofrem com dores persistentes, controlando dor aguda e participando de equipe multiprofissional no tratamento de dor crônica.
Supervisiona equipes Mantém-se atualizado em sua área de atuação Efetua pesquisas na área de anestesiologia.
Atua com base em princípios de ética profissional Cumpre procedimentos, normas técnicas, normas higiênico-sanitárias e normas regulamentadoras de saúde e segurança no trabalho, de biossegurança e de preservação ambiental
CBO 2251-51 é o Código Brasileiro da Ocupação de médicos clínicos que pertence ao grupo dos profissionais das ciências biológicas, da saúde, segundo o Secretaria da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.
Confira funções, descrição do cargo de Médico anestesiologista, atividades principais, atribuições, mercado de trabalho, dados salariais oficiais atualizados para a função, bem como o salário pago para os Médicos clínicos CBO 2251-51 em todo Brasil.
Divisões de categorias profissionais do CBO 2251-51
- Profissionais das ciências e das artes.
- Médicos clínicos.
- Profissionais das ciências biológicas, da saúde.
O que faz um Médico anestesiologista
O Médico anestesiologista CBO 2251-51 prepara o processo de anestesia para cirurgias de grande, médio e pequeno portes e de alta, média e baixa complexidades Conversa com médico-cirurgião sobre o procedimento cirúrgico a ser realizado, levantando o tipo de operação, o tempo previsto de duração, entre outras informações.
Faz entrevista com paciente, em que coleta dados sobre hábitos, problemas de saúde – principalmente se tem, ou já teve, doenças como asma, diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca ou infarto do miocárdio, remédios que toma, reações alérgicas a medicamentos, e experiências anteriores com o uso de anestésicos.
Analisa os resultados dos exames pré-operatórios feitos a partir dos dados coletados, avalia se o paciente está apto a receber anestesia.
Seleciona o anestésico a ser utilizado, de acordo com o tempo e o tipo de operação e com as condições físicas e emocionais de paciente No caso de duas ou mais opções tecnicamente possíveis, pode apresentar as vantagens e as desvantagens de cada alternativa para paciente, para que decidam juntos que tipo de anestesia será administrada.
Antes da operação, presta informações sobre a anestesia para paciente.
Esclarece se utilizará anestesia geral (para o corpo todo) ou parcial (quando apenas a região ou o local do corpo é anestesiado) Avisa que a anestesia dura o tempo necessário para que o médico-cirurgião faça seu trabalho, prolongando ainda seu efeito durante tempo variável após o procedimento.
Previne que - na noite anterior e cerca de uma hora antes da operação - poderá receber comprimido ou injeção de sedativo, com efeito durante o transporte e a chegada à sala de operações.
Responde às questões feitas por paciente e familiares, para lhes dar mais tranquilidade e segurança Faz a administração da anestesia, para início do procedimento cirúrgico Monitora e mantém os sinais vitais de paciente, controlando pressão arterial, pulso, ritmo cardíaco, respiração, temperatura e outras funções orgânicas durante a operação.
Quando termina a cirurgia, suspende os anestésicos e encaminha paciente para sala de recuperação pós-anestésica Monitora paciente durante o processo de recuperação, prevenindo a ocorrência da sensação da dor e administrando medicamentos necessários de acordo com as condições clínicas da pessoa após operação e conforme o tipo de cirurgia realizada Autoriza que paciente seja levado de volta a seu quarto, quando estiver completamente desperto e recuperado.
Pode, quando necessário, definir os medicamentos que devem ser mantidos e administrados para manter a estabilidade cardiovascular e para prevenir e controlar a dor durante o período de internação do paciente, até a alta hospitalar Administra anestesia para realização de exames diagnósticos e terapêuticos.
Faz avaliação pré-anestésica de paciente, para identificar possíveis riscos, definir metodologia de anestesia mais adequada e tomar as precauções necessárias para evitar intercorrências Acompanha paciente durante todo o procedimento e no período em que permanece na sala de recuperação pós-anestésica Avalia o restabelecimento da consciência e da sensibilidade de paciente.
Pode atender casos de dor persistente associada a patologias - como fibromialgia, endometriose, cefaleias, osteoartrose, entre outras – promovendo o controle da dor aguda e participando de equipe de profissionais da saúde no tratamento de dor crônica Registra os procedimentos executados no prontuário de paciente Supervisiona equipe, avaliando seu desempenho e executando programas de treinamento.
Mantém-se atualizado em sua área de atuação, testando e utilizando novos instrumentos, novos monitores e novas técnicas, para redução dos riscos de acidentes anestésicos ao mínimo possível Realiza pesquisas na área de anestesiologia, adotando método adequado de investigação em temas relacionados à anestesia clínica, à dor e à medicina perioperatória Divulga os resultados da pesquisa em congressos médicos e em revistas científicas.
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Funções do cargo
O funcionário CBO 2251-51 deve coordenar programas e serviços em saúde, difundir conhecimentos médicos, implementar ações de promoção da saúde, elaborar documentos médicos, tratar pacientes e clientes, demonstrar competências pessoais, efetuar perícias, auditorias e sindicâncias médicas, realizar consulta e atendimento médico.
Condições de trabalho dessas profissões
Médicos clínicos os cargos dessa família CBO exercem suas funções em setores cujas atividades referem-se a saúde e serviços sociais, ensino, pesquisa e desenvolvimento. De modo geral atuam por conta própria, na condição de autônomos, sem supervisão permanente. Organizam- se individualmente e em equipe de trabalho, desenvolvendo as atividades em ambientes fechados, em horários de trabalho irregulares. Exceção feita profissionais que atuam no Programa de Estratégia de Saúde da Família, onde exercem suas funções como empregados, com supervisão ocasional e cumprem carga horária semanal prevista em Portaria específica. Podem trabalhar em posições desconfortáveis durante longos períodos e, devido à natureza e nível de responsabilidade próprio da função, podem estar sujeitos a estresse constante. Em algumas ocupações os profissionais podem estar sujeitos a ação de materiais tóxicos, químicos, radioativos e biológicos.
Exigências do mercado de trabalho para o CBO 2251-51
Essas ocupações são exercidas por profissionais com formação superior em Medicina, credenciados pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). O exercício pleno das funções se dá após o período de um a dois anos de experiência profissional e de três a quatro anos para o médico antroposófico. Para o exercício da função no Programa de Estratégia de Saúde da Família não é necessário experiência anterior.
Atividades exercidas por um Médico anestesiologista CBO 2251-51
Um Médico anestesiologista (ou sinônimo) deve formular quesitos periciais, assistir parto, indicar tratamento, executar tratamento com agentes químicos, reabilitar pacientes e clientes - condições biopsicossociais, demonstrar capacidade de lidar com situações adversas, fiscalizar treinamento médico, colher depoimentos, distribuir tarefas, elaborar procedimentos operacionais padrão, examinar documentos médicos, guardar órgaõs e tecidos, realizar propedêutica instrumental, responder quesitos periciais, elaborar documentos de imagem, implementar medidas de saúde ambiental, demonstrar capacidade de adequar linguagem, realizar atendimentos de urgência e emergência, participar de diretorias de associações, entidades de classe e conselhos de saúde, prescrever tratamento, supervisionar propedêutica instrumental, demonstrar capacidade de interpretar linguagem verbal e não-verbal, selecionar pacientes em situações específicas, indicar necessidade de internação, demonstrar empatia, realizar diagnóstico de saúde da comunidade, solicitar exames complementares, praticar psicoterapia, elaborar material informativo e normativo, implantar órteses e próteses, levantar hipóteses diagnósticas, estabelecer plano de ações em saúde, demonstrar tolerância, realizar anamnese, praticar procedimentos intervencionais, demonstrar rapidez de percepção, promover atividades educativas, demonstrar capacidade de acolhimento, executar tratamento com agentes físicos, solicitar interconsultas, prescrever imunização, encaminhar usuários a outros profissionais, demonstrar capacidade de trabalhar em equipe, emitir receitas, despachar expediente, elaborar protocolos de condutas médicas, efetuar necropsias, emitir declarações, executar transplantes de órgãos e tecidos, vistoriar equipamentos e instalações, elaborar prontuários, prescrever medidas higiênico-dietéticas, realizar visitas domiciliares, prestar consultorias e assessorias, executar tratamento com agentes biológicos, avaliar atos médicos, realizar visitas hospitalares, preencher formulários de notificação compulsória, organizar encontros científicos, demonstrar capacidade de efetuar atendimento humanizado, promover ações de controle de vetores e zoonoses, demonstrar capacidade de atenção seletiva, implementar medidas de biossegurança, monitorar estado de saúde de pacientes hospitalizados, realizar exames complementares, divulgar informações em mídia, supervisionar atos médicos, demonstrar capacidade de tomar decisões, demonstrar capacidade de preservar sigilo médico, elaborar relatórios, realizar exame físico, emitir laudos, executar terapêutica genética, montar escala de serviços, redigir trabalhos científicos, supervisionar equipe de saúde, interpretar dados de exame clínico e exames complementares, acompanhar plano terapêutico do usuário, participar de encontros, congressos e demais eventos científicos, desenvolver pesquisas em medicina, selecionar equipe de trabalho, auxiliar normatização de atividades médicas, constituir comissões médico-hospitalares, gerenciar recursos financeiros, arquivar documentos, rastrear doenças prevalentes, preparar projetos de pesquisa, organizar cursos de educação continuada, discutir diagnóstico, prognóstico e tratamento com pacientes, clientes, responsáveis e familiares, demonstrar capacidade de liderança, ministrar tratamentos preventivos, retirar órgãos e tecidos, receitar drogas, medicamentos , fitoterápicos e antroposóficos, diagnosticar estado de saúde de pacientes e clientes, demonstrar imparcialidade de julgamento, prestar depoimentos, praticar intervenções clínicas, realizar atendimento em consultório, implementar medidas de segurança e proteção do trabalhador, desenvolver procedimentos, demonstrar altruísmo, emitir atestados, emitir pareceres, demonstrar capacidade de saber ouvir, desenvolver equipamentos, planejar tratamento de clientes e pacientes, estabelecer prognóstico, avaliar conhecimento de especialistas, descrever ações médicas, vistoriar ambientes de trabalho, promover campanhas de saúde, administrar situações de urgência e emergência, especificar insumos, cultivar órgãos e tecidos.